domingo, 24 de maio de 2009

Chega de stretch!

Eu ia fazer um post me apresentando a falando um pouco do bolão das bolotas, mas... Acabei mudando de idéia, então deixo as apresentações para daqui a pouco.

Estava assistindo há pouco à final do American Idol quando eis que entra no palco Queen Latifah, com uma roupa preta toda colada no corpo. E ainda tomara-que-caia. Para quem não está ligando o nome à pessoa, trata-se de um cantora/atriz americana que, assim como eu e tantas outras, tem lá seus quilos a mais. A moça estava arrasando! Admirei a coragem de aparecer num dos programas mais assistidos do mundo com aquele look. Fosse eu já estaria pensando no culote e, principalmente, naquela pelanca debaixo do braço (se bem que o braço da Queen Latifah está no lugar, sorte a dela!).

Vocês sabem do que estou falando, né? Aquela banha que fica ali pendurada quando damos tchau? Ô desgraça! Toda vez que sento no banco do carona de um carro e apoio o cotovelo na janela, lá surge a pelanca em todo o seu esplendor me encarando no espelho lateral. A tirar pelas minhas avós e outras antepassadas, qualquer dia vou estar parecendo aquele esquilo voador da Indonésia, que tem uma membrana entre as patas superiores e inferiores. É isso, a pelanca vai começar no cotovelo e descer até o tornozelo! Tipo um kaftan nada fashion.

Bem, mas eu não queria falar de pelancas. Fiquei pensando cá com meus botões que estamos precisando de mais mulheres como Queen Latifah: lindas, confiantes, bem humoradas e bem vestidas em seus manequins plus size. Não estou aqui defendendo aquela teoria piegas "sou gorda mais sou feliz". É lógico que se fizéssemos uma enquete com todos os gorduchos do mundo, a maioria gostaria de mandar alguns quilos pro espaço (eu, inclusive, vou madrugar na fila quando lançarem a pílula do emagrecimento!), mas dá pra ser feliz e ficar bonita com qualquer peso. Um bom personal stylist ajuda, né? Hello, Oprah Winfrey, manda aí o telefone de quem faz seu guarda-roupa, gata! Essa é outra que arrasa na produção.

Seria melhor ainda se as grifes de roupas femininas ajudassem... No Brasil, então, nem se fala. Por que acham que gorda tem que usar calça stretch e de cintura alta? Afe! É bem menos dura a vida da bailarina roliça no States. Não sei se é porque lá a obesidade grassa, mas encontra-se de tudo em variados tamanhos.

Descobri que lá sou tamanho 14R. Chique né? Bem melhor 14 do que 48 ou 50, então, agora só divulgo meu tamanho em inglês. Nas lojas de lá os tamanhos grandes são comuns. Entrei na GAP e achei que estava numa Disneyworld fashion. O meu 14 parecia até pequeno perto dos tamanhos 20 que vi nas prateleiras. Pela primeira vez na vida uma calça jeans me vestiu perfeitamente (não contem pra ninguém, já tive que comprar muita calça masculina e mandar fazer bainha), então comprei 4!

Agora só me falta o "glamour" de poder viajar todo ano para renovar o guarda-roupa! Enquanto isso, continuo babando no visual de Queen Latifah, Oprah, America Ferrera (aquela que faz a série Betty a Feia e ar-ra-sou no look quando recebeu o Emmy), Jennifer Hudson (ex-participante do American Idol e vencedora do Oscar) e outras cheinhas bem vestidas. E vamos entoando um mantra, fazendo uma oração, um despacho, qualquer coisa pra ver se as lojas daqui passam a vender roupas bacanas para tamanhos grandes. Chega de stretch e cintura alta!

****

Balanço do dia:

1,74 cm - 96kg

Brunch num hotel maravilhoso para comemorar o aniversário da Cris - vários pãezinhos, comida japonesa, algumas taças de espumante e docinhos maravilhosos.

Para encerrar o dia, lanche do Bob's. Nenhum exercício realizado.

Que quadro arrasador... Amanhã tenho que voltar para a academia e ver se vou conseguir malhar sem atacar a bursite do meu quadril, mas isso é assunto para um próximo post.

Nenhum comentário:

Postar um comentário